terça-feira, 20 de março de 2012

Três Bocas, Seis Mãos


   Eu já estava no dark da For Friends, nem tão dark assim às 16h. Reparei que o único cara interessante àquela hora na casa estava por ali, tentando se fazer notar e me atrair para a salinha do fundo. Minutos antes, tínhamos nos sentado frente a frente, sozinhos na sala de vídeo próxima aos banheiros. Ele se masturbava, sacudia o pau pro meu lado, sem jamais estabelecer contato visual. Agora, na penumbra, parecia bem mais mais à vontade e o segui à sala a que se dirigia. Há uma cama turca enterrada atrás duma parede, banhada da luz leve e cinzenta duma pequena veneziana de alumínio. Sentamo-nos lado a lado, os corpos colados.

   -E aí..., balbuciou.

   Seu rosto me parecia outro agora, repulsivo, uma cara de pinguço que me fez pensar em abandoná-lo. Mas era um corpo tão extraordinário que esperei mais um pouco (podia ser - e era - uma distorção da pouca luz do ambiente). Depois soube que seu nome é Diego (não perguntei sua idade, mas certamente pouco mais de vinte anos), moreno claro, aproximadamente 1,80m, corpo depilado de perfeito equilíbrio, musculoso na medida certa: costas largas, quadris estreitos, bunda redondinha, máscula. Um corpo sólido, feito de músculos arredondados sob a pele fina. Tatuagens interessantes, sobretudo uma grande no quadril esquerdo, com listras horizontais (talvez um recorte de uma bandeira - não me atentei ao motivo em si). Cheirava bem, suave, adocicado como leite fervido. Transbordava juventude e masculinidade.

   Toquei seu peito, os pequenos mamilos castanhos eriçados. Abriu uma fresta na toalha e masturbava o pau flácido, que me pareceu, por alguns instantes, tão insignificante. Cheguei a pensar que fosse um outro cara, mas em segundos inflou-se, e agora me surpreendia por ser bem maior e mais bonito do que tinha me parecido antes, na sala de vídeo. Masturbava-se empurrando o pau para baixo, apontando para os próprios joelhos. As veias corriam grossas por seus braços viris, chegando ao dorso das mãos. Bonitas mãos de dedos largos e movimentos instigantes; acarinhavam, protegida pela pele clara e elástica do prepúcio, a glande avermelhada e lustrosa. Os pelos púbicos cortados rente, faziam um sombreado de desenho atordoante. Segurei firme. Ele verificou que não tinha ninguém se aproximando e, só então, segurou o meu também. Eu me sentia hipnotizado, precisava dele, do corpo, do pau. Nos beijamos e ele forçou minha cabeça pra baixo. Nada menos cortês! Apareceu gente pra espiar e ele saiu.

   Quando desci, reparei em dois outros caras: um mais aloirado, alto, rosto muito bonito, cheinho de corpo mas bem gostoso; o outro era garoto, estatura mediana, magro mas com tudo no lugar certinho; uma cara linda também. O primeiro me ignorou até que eu enjoasse de segui-lo. Andava com um celular, apesar de ser proibido dentro de qualquer estabelecimento desse tipo. Já garotinho fazia a linha sonso: como se não soubesse onde estava, nem porque - como se estivesse ali por acaso. Entrou na sauna do andar superior e fui atrás. Sentou ao lado de um gorducho e eu ao seu lado. Mas o vapor saía bem de onde encostei a perna e não suportei ficar ali por muito tempo, estava me queimando. Da outra vez em que o encontrei na sauna, sentei bem ao seu lado e ele fingia que não me via, olhava pro teto, brincando com o próprio pau. Quando toquei seu peito, fingiu um susto. Assim fica puxado! Mas achei que valia a pena encarar toda essa dissimulação. O chamei pro banheiro e ele veio. Era muito bonito, lembra muito um dos professores da minha academia. Chama Victor, 26 anos (aparenta 20). O pau era fino e não muito grande, na bunda tinha gosto de lubrificante. Não beijava e não queria conversar - quase não fazia nada, comportamento que só confirmava a impressão inicial que tive, seu jeitinho de menino mimado, metidinho, autocentrado. Um intrometido sem noção pendurou-se na cabine contígua para nos espiar. Apareceu sua cabeça lá em cima e eu pedi que nos deixasse em paz. Claro que isso cortou o clima. Clima que poderia ter se estabelecido, supostamente - porque não havia quase nada.

   -Vou tomar uma ducha.

   Depois disso, Victor me cumprimentava efusivamente toda vez em que nos cruzássemos. Logo foi embora.  Voltei ao dark e o moreno Diego estava na mesma sala em que estivemos juntos, agora com o loiro bonito do celular. Este estava de quatro na cama e o Diego por trás, de pé, batia na sua bunda com o pau e a palma da mão. Quando apareci, ele parou tudo e ficou olhando pra mim. Eu não sabia se o incomodava, ou se ele queria que me juntasse a eles. Nos olhávamos nos olhos, mas a pouca luz me impedia de discernir sua expressão. Seu corpo me impressionava muito ainda. O loiro continuava impassível, esperava com a bunda gorducha pra cima. Entrou atrás de mim um velho esquisto, bem bagaceiro, e foi pra perto deles. O Diego simplesmente abandonou o cara naquela posição e se mandou com sua toalha na mão. Eu desci também e fui para a sauna seca. Estava vazia. Mal sentei no tablado, o Diego entrou e sentou bem perto de mim, um degrau acima. Masturbava-se e tocou meu rosto com delicadeza. Talvez tenha entendido que forçando não ia rolar. Senti na boca seu pau macio. Lembro que tentei levantar suas pernas pra lamber o cuzinho dele, mas não deixou. Ali, sob uma luz bem mais clara, era bonito seu rosto de garoto. Tudo nele me despertava desejo. Levantou-se e foi até a porta verificar se tinha alguém do lado de fora. Voltou, abaixou e me chupou.

   -Cara, vamos subir pro banheiro? - sugeri.

   -Vamos lá.

   Eu sabia que ele não ia me dar, tão pouco eu pensava em dar pra ele, mas ali no reservado, deixou que eu lambesse sua bunda todinha, e me chupou o pau com propriedade. Seu beijo era delicioso.

   Eu estava agachado:

   -Assim eu gozo...

   -Quer gozar?

   -Vem aqui - disse, me erguendo - Olha pra mim, que eu já to gozando.

   Olhei pro seu pau, esperando a ejaculação, mas ele puxou meu queixo, queria que eu olhasse sua expressão:

   -Olha pra mim, to gozando.

   Não vi nada de especial em sua face, mas achei lindo aquilo de ele querer compartilhar o seu prazer, seu gozo. E ele gozou bastante.

   Fui pegar um sabonete pra tomar outro banho e percebi que o cara do armário ao lado do meu tinha um comportamento estranho. Cheguei a voltar pra verificar se tinha trancado a fechadura. Passando pelo banheiro da piscina, outro cara me interessou. Rosto conhecido, não lembrava de onde. Bem alto (1,96m), magro, ombros e costas largos, loiro escuro, rosto marcante, muito bonito. Voltando ao dark, o encontrei. Ele estava sozinho numa das salas e eu parei no batente da porta. Fez que ia passar lentamente, olhando pra mim. Parou ali, no outro batente, colado a mim, o largo peitoral me enchia os olhos. Nos tocamos e houve o beijo. Bom pra caralho. Ele me chamou pro banheiro. No caminho, lembrei que já havíamos ficado, ali mesmo na FF, alguns meses atrás. Nosso primeiro encontro tinha sido muito bom. Pelo menos até a penetração, quando houve um "acidente". Digamos que ele não tinha feito o "dever de casa", não tinha se preparado pra ser penetrado. Eu não lido nada bem com esse tipo de situação. Mas claro que devia ter sido realmente um acidente e isso não se repetiria. Ou não?

   Além de ser um homem muito bonito e charmoso, tem um pau fantástico e gosta de sacanagem. Seu nome é Fernando, 43 anos, chef de cozinha e professor universitário. Trocamos sexo oral e eu quis meter. Eu estava ansioso. Estávamos em pé e ele é muito mais alto que eu. A posição em que ficava pra que eu pudesse come-lo, forçava seus quadríceps e ele tinha de levantar algumas vezes para descansar. Só relaxei depois que ele gozou. Perguntei se podia continuar até gozar e ele assentiu. Relaxado, agora eu podia curtir aqueles momentos e minha excitação só crescia. Massageava suas costas largas e musculosas, a cintura, a nuca. Puxava sua cabeça pro lado e beijava sua boca. Pude, então, desfrutar inteiramente da sua companhia, da sua beleza. E gozei loucamente. Precavido, tirei a camisinha e joguei sem olhar, sem respirar... fomos tomar um banho.

   Já era noite e apareceu um cara muito bonito na sauna. Jovem, boa altura, corpo inacreditavelmente perfeito, uma argola na orelha, cara bonitinha. Não me deu bola. Eu deitei numa espreguiçadeira da piscina e notei outro cara que passava por ali muitas vezes. Não exatamente bonito, um pouco fora de forma, um visual um pouco "desarrumado" demais, mas ainda assim me atraiu muito. Loiro, olhos bem verdes, usava óculos, estatura mediana, barba por fazer, pelos no tórax. Másculo, sério, quase carrancudo. Entrou na sala do saco de pancadas e eu fui lá. Andei em sua direção sem qualquer constrangimento e ao alcançá-lo nos tocamos com simplicidade. Cheirava bem, hálito irrepreensível, pele macia. Há um tipo de maca de massagem nessa sala e eu me sentei nela. Ele me fez um dos melhores boquetes que já recebi na vida. Demorou-se, curtia meu cacete, fazia com tanto prazer que me senti lisonjeado.

   Um cara que me persegue todas as vezes que vou à sauna, parou perto, bem ao nosso lado, e alisou o peito do cara que me chupava. Olhava pra mim e eu o evitava. Saiu em seguida. O Fernando fez a mesma coisa, parou no mesmo lugar e pôs o pauzão pra fora. Eu o masturbei. Ele sugeriu que fôssemos os três para um quarto. Enquanto o Fernando pedia a chave na recepção, nós subimos. O carinha de óculos chama Alexandre, tem um sotaque que eu não distingui de onde e parecia um pouco tímido inicialmente. Nos beijamos no hall de distribuição dos quartos. Confesso que eu preferia estar só com ele.

   Três homens nus num quarto estranho
   Três paus duros
   Três corpos úmidos e tensos
   Três bocas, seis mãos
   Três almas solitárias unidas por um desejo

   O clássico beijo triplo. Claro que o Alexandre era a novidade ali, e quem recebia a maior parte das nossas atenções. Fernando ajoelhou e chupou nosso paus. Reparei que o Alexandre tinha um pau bem grande e até mais grosso que o do Fernando. Era fascinante ver nossos paus juntos, engolidos por um homem tão bonito. A luz do quarto era bacana, criava um clima agradável e íntimo. Fernando ora engolia ambos os paus, ora chupava cada um isoladamente, com visível volúpia. Era delicado o beijo entre mim e o Alexandre, suave. Depois foi minha vez de chupar os dois ao mesmo tempo. Sentei na cama. Essa é um prática que me excita muito em fantasia ou num filme erótico, mas nas poucas vezes que me aconteceu realizar, não tinha curtido de verdade. Desta vez foi uma delícia! Os dois paus combinavam, eram lindos, grandes, cheirosos. Seus donos também eram atraentes, o clima era muito sedutor. Me dava tesão sentir o gosto de cada um, esfregá-los um no outro, abocanhar as duas cabeçonas ao mesmo tempo. Posso dizer que foi a realização de uma fantasia. E me refestelei. Subi na cama, em pé, e ofereci meu pau pra que eles chupassem juntos. Não sei dizer o que é melhor: a sensação de duas bocas me engolindo ou a visão de dois homens disputando meu pau. Eles se beijavam e chupavam meu pau com tesão e carinho.

   Deitei na cama. O Alexandre comeu o Fernando em cima de mim. Simultaneamente, Fernando me beijava a boca e o Alexandre me chupava. Percebi que ele não chupou o Fernando nenhuma vez. Eles estavam muito excitados, e eu também. Quis ver a penetração por trás: ângulo de filme pornô. É uma loucura olhar tão de perto e ao vivo um pau gigante dentro duma bunda, todos os sentidos se aguçam diante dum ato tão íntimo e pouco presenciado. Voce ouve a fricção dos corpos, sente o calor, a textura das peles.

   -Safado, foi olhar por trás ele comendo meu cu!

   -É bonito, vocês são lindos...

   -Quero vocês dois dentro de mim agora, topa?

   -Deita lá, disse Alexandre.

   Eu deitei, pus a camisinha, lubrificante e o Alexandre continuava ordenando com surpreendente vigor:

   -Senta no pau dele.

   O Fernando sentou, virado de frente pra mim, deixando a bunda exposta pro Alexandre meter. Ficou muuuito apertado! Eram dois paus grossos dentro do cara, um deles, exageradamente grosso. O meu pau escapou depois de algum tempo e o Alexandre continuou fodendo, em cima de mim. Fernando urrava. Pararam tudo de repente:

   -Opa... deu um problema aqui (pausa) Ih, merda!

   As duas camisinhas foram removidas e jogadas longe. Eu continuei deitado como um imbecil, tentando disfarçar minha náusea. O Fernando é lindo, mas dificilmente vou ficar com ele de novo. É óbvia a função fisiológica do ânus. Talvez essa função até esteja de alguma forma ligada ao erotismo anal, mas nesse caso, a realidade nua e crua é contramão do meu desejo. Quer ser passivo? TEM QUE FAZER UMA HIGIENIZAÇÃO PRÉVIA. É CRUEL E POUCO PRÁTICO? É, MAS É ASSIM QUE TEM DE SER E PONTO.

   A despeito do incidente, o Alexandre estava excitado ainda e achou que eu ia dar pra ele.

   -Ah, eu não curto, cara. E seu pau é muito grande. Você não gosta de dar?

   -Muito pouco.

   Ergueu minhas pernas e pôs o pau na minha bunda. Ficou tentando mas era impossível. Eu estava disposto a continuar na brincadeira, sabendo que nada aconteceria. Ele me olhava nos olhos bem de perto, com expressão séria (tinha tirado os óculos). Tentou meter e uma dor aguda e terrível me tomou.

    -Calma ae cara!

   Afastei-o pelo abdome. Os três em suspense esperávamos a dor acalmar. Fernando assistia a tudo de perto, ajoelhado no chão ao lado da cama.
 
   -Põe a camisinha então, pedi.

   Ele pôs e o Fernando nos lubrificou. Chegou a entrar alguns milímetros, mas doía demais. Finalmente compreendeu que não ia rolar e gozou se masturbando com um dedo dentro de mim. Gozei também. Eu só pensava em tomar um banho e ir pra casa.

   -Tesão você comendo ele - disse Fernando com sorriso de garoto diante de um brinquedo novo.

   Descemos e nos trocamos. Fernando saiu primeiro, sem se despedir. Eu terminei de me vestir, peguei minhas coisas e dei um beijo na cabeça do Alexandre que, sentado num banco, calçava seus tênis. Na recepção minha conta estava R$80,00 mais cara. Alguém usou o número da minha chave para encher a cara de vodca no bar. Certeza de que foi o cara que estava rondando meu armário. O Alexandre me deu uma força pra convencer o cara da recepção de que não tinha sido eu. Ele ligou pro bar, deu um esporro no atendente e confiou na minha palavra com muita educação. Esperei um pouco o Alexandre acertar sua conta, mas estava demorando, e me despedi com uma piscada de olho. Garoava.

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